O mundo do futebol está em choque com as notícias vindas diretamente dos bastidores do Etihad Stadium. O que antes parecia impossível está se tornando uma realidade palpável: Pep Guardiola não está feliz no Manchester City e pode abandonar o barco muito antes do que qualquer torcedor imaginava.
A aura de invencibilidade que cercava o clube azul de Manchester parece ter evaporado, dando lugar a um cenário de frustração, desabafos públicos e uma sensação nítida de esgotamento mental do treinador que mudou a história da Premier League.
O Ponto de Ruptura: O Desastre contra o Tottenham
O gatilho mais recente para essa crise foi o empate amargo em 2 a 2 contra o Tottenham. O que deveria ser uma vitória protocolar transformou-se em um pesadelo. O City vencia por 2 a 0 até o intervalo, dominando as ações, mas viu a vantagem escorrer pelas mãos após dois gols de Dominic Solanke no segundo tempo.
Mais do que o resultado em si, o comportamento pós-jogo revelou rachaduras profundas:
Controvérsia na Arbitragem: O primeiro gol de Solanke gerou revolta.
Desabafo de Rodri: O capitão e pilar da equipe não segurou as críticas contra a arbitragem, expondo o nervosismo do elenco.
A Linguagem Corporal de Pep: Nos bastidores, relata-se um treinador “cada vez mais cansado” e sem as respostas táticas que costumava ter na ponta da língua.
“Onde há fumaça, há fogo”: As Revelações de Mick Brown
Em entrevista exclusiva ao Football Insider, o ex-chefe de olheiros do Manchester United, Mick Brown, trouxe à tona detalhes perturbadores sobre o ambiente interno do City. Segundo Brown, a insatisfação de Guardiola não é algo novo, mas sim um processo de desgaste que vem se arrastando.
”Acho que está bem claro que Guardiola não está feliz no Manchester City. Vimos isso no ano passado, quando eles tiveram aquela queda brusca de rendimento; ele estava frustrado e irritado, e não conseguia encontrar uma maneira de reverter a situação.”
Brown vai além e afirma que o City perdeu sua aura de imbatível. Se antes os adversários entravam em campo derrotados, hoje sentem que podem ferir o campeão. A falta de consistência e o desperdício de vantagens no placar são sintomas de um time que perdeu o foco sob o comando de um líder que parece estar com a mente em outro lugar.
O Fantasma de uma Segunda Temporada Sem Títulos
O Manchester City está acostumado a erguer troféus quase trimestralmente. No entanto, o cenário atual é alarmante. Após perder a final da FA Cup para o Crystal Palace na temporada passada, o clube corre o risco real de passar o segundo ano consecutivo sem conquistar títulos de expressão.
Por que isso é decisivo para o futuro de Guardiola?
Exigência Extrema: Guardiola é movido pela perfeição. Duas temporadas de “fracasso” (para os padrões dele) pesam mais do que oito anos de glória.
Contrato até 2027, mas com ressalvas: Embora o vínculo legal vá até 2027, crescem os indícios de que esta será sua última temporada.
Desgaste Natural: Ciclos de oito a nove anos são raros no futebol moderno, e Guardiola pode sentir que já extraiu tudo o que era possível deste grupo de jogadores.
Quem Assumirá o Trono? O City Já Tem um Plano B
A diretoria do Manchester City não está de braços cruzados esperando o pedido de demissão. Movimentações de bastidores indicam que a busca por um sucessor já começou, e os nomes são de peso.
1. Vincent Kompany: O Retorno do Ídolo
O principal alvo é Vincent Kompany. Atualmente no Bayern de Munique, o ex-capitão do City está fazendo uma campanha impecável na Bundesliga, liderando com seis pontos de vantagem. Sua identificação com o clube e seu estilo de jogo moderno o tornam o sucessor natural “sangue azul”.
2. Enzo Maresca: O Discípulo
Maresca, que já foi auxiliar de Pep, conhece os métodos do mestre como ninguém. Recentemente, surgiram informações de que ele teria conversado com representantes do City antes mesmo de sua saída para o Chelsea, o que indica que as sondagens são antigas.
3. Xabi Alonso: O Desejo do Mercado
Após sua saída do Real Madrid, Alonso é o técnico mais cobiçado da Europa. No entanto, o City enfrenta a concorrência feroz do Liverpool, que também vê no espanhol o perfil ideal para liderar um projeto de longo prazo.
A Tabela Comparativa: O Desempenho do City sob Pressão
|
Fator |
Temporadas de Ouro |
Temporada Atual (Crise) |
|---|---|---|
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Aproveitamento em Vantagens |
98% de vitórias após abrir 2-0 |
Frequentes empates e viradas |
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Postura do Treinador |
Entusiasta e focado |
Frustrado e “cansado” |
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Aura de Imbatibilidade |
Intimidadora |
Questionada por adversários médios |
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Situação Contratual |
Estável e renovada |
Conclusão: O Fim Está Próximo?
A verdade é que o Manchester City vive uma encruzilhada histórica. Se Pep Guardiola decidir que seu tempo no Etihad acabou, não será apenas a saída de um técnico, mas o encerramento da era mais vitoriosa de um clube na era moderna da Premier League.
A falta de felicidade do treinador, somada à ascensão de novos nomes como Kompany e Alonso, sugere que o “The Last Dance” de Guardiola pode acontecer em maio de 2026. Para o torcedor, resta aproveitar cada jogo do gênio catalão, pois o silêncio nos bastidores do City costuma ser o prelúdio de grandes mudanças.